sexta-feira, 15 de maio de 2009

C O M U N I C A D O:

Por favor, a partir deste momento o blog dos Amigos do Patrimônio Cultural deve ser acessado pelo seguinte endereço:

www.amigosdopatrimoniocultural.blogspot.com


Cordialmente,


Paulo Clarindo
Coordenador
Amigos do Patrimônio Cultural Fluminense

quinta-feira, 12 de março de 2009




Despejo do IPAHB - Agradecimentos








amigosdopatrimonio@gmail.com <> 12 de março de 2009 19:19
Para: divulgabaixadafluminenese@yahoogrupos.com.br
Cco: baixadafluminense@yahoogrupos.com.br, baixadacultural@yahoogrupos.com.br, baixada-rj@yahoogrupos.com.br, historia_baixada_fluminense@yahoogrupos.com.br, icomos-brasil@yahoogrupos.com.br, patrimonioculturalfluminense@yahoogrupos.com.br, educacaopatrimonial@yahoogrupos.com.br, restauracaodebensculturais@yahoogrupos.com.br, patrimoniocultura@yahoogrupos.com.br, patrimoniocultural@yahoogrupos.com.br, patrimoniocultural@grupos.com.br, sos_patrimoniocultural@yahoogrupos.com.br, meioambientecultural@yahoogrupos.com.br, historiaepatrimonio@grupos.com.br, patrimonioeturismo@grupos.com.br, cafecultural-iphan@yahoogrupos.com.br, iphancultura@grupos.com.br, arqueohis@yahoogrupos.com.br, arqueologiabrasileira@yahoogrupos.com.br, Amigos-Historia-e-Cia@yahoogrupos.com.br, historiadores_e_cia@yahoogrupos.com.br, historia_uerj@yahoogrupos.com.br, nossahistoria@grupos.com.br, brevescafe@grupos.com.br, historia_colonial@yahoogrupos.com.br, HISTORIADOBRASIL@yahoogrupos.com.br, artesacra@yahoogrupos.com.br, unirio_artesacra@yahoogrupos.com.br, ensinomedioiserj@googlegroups.com, miracemarj@grupos.com.br, miracemenses@grupos.com.br, caminhodoouro@grupos.com.br, Gen-Minas@yahoogrupos.com.br, portugal-gen@yahoogrupos.com.br




Prezados Amigos.




Vimos agradecer a todos os amigos e pesquisadores que enviaram mensagens de solidariedade e de apoio ao episódio do triste despejo do IPAHB, que ocupava algumas salas no Complexo Kenedi Jaime de Souza Freitas, na avenida Automóvel Club, 206, Centro de São João de Meriti, por ordem do atual secretário de Esporte, Cultura e Lazer daquele município. Entre outros, gostaríamos de registrar os seguintes nomes:




jornalista Alberto Marques (incansável e lutados pelas causas da Baixada Fluminense);




professor Paulo Mainhard (amigo e defensor perpétuo do IPAHB e da Cultura da Baixada);




Carla Matheus (do Deptº de Turismo do SESC-Nova Iguaçu);




professora Vilma Isabel (pela mobilização dos profisionais de História e estudantes);




Cida Gomes (contra o desprezo pela Cultura e pela História);




arquiteto Jorge Astorga (solidário e incentivador na busca de soluções para defender o IPAHB e salvaguardar seu acervo);




Marcia Marques (democratização da Cultura);




Francinéia Soares (pela mobilização da população);




professora Maria Celina Whately, pres. da Academia Resendense de História (pela divulgação imediata que o caso requer);




Meiriluce dos Santos Perpetuo (contra a nomeação de gestores que não têm compromisso com a preservação cultural);




professor Ondemar Dias, pres. do Instituto de Arqueologia Brasileira-IAB (colocou-se à disposição para salvaguardar o material arqueológico do IPAHB e na busca de um outro local para acomodar o restante do acervo do instituto);




professor Claudio Estevam de Azevedo Reis (CEMOBAFLUMINENSE);




professor Vinícius Maia Cardoso, de Cachoeiras de Macacu (demonstra-se preocupado com as fontes históricas para pesquisa e com a questão envolvendo a preservação do Patrimônio Cultural);




psicóloga, professora e administradora do IAB-CALUNDU, em Belford Roxo (compartilhando os interesses pelça preservação do patrimônio cultural e arqueológico e reiterando os sentimentos do professor Ondemar Dias para com o IPAHB);




André Luiz dos Santos, do site nilópolisonline.com (cita o caso do "...museu que foi fechado há mais de dez anos e ninguém fez nada");




Mary Monteiro, do programa "América no Coração da Baixada" na Rádio Tropical Solimões (Preocupada com o ocorrido solcita a presença de alguém do IPAHB ou dos "Amigos do Patrimônio Cultural" para esclarecimentos no programa);




Luiz Claudio Biato Portugal, pesquisador, ex-aluno do Curso de História da Baixada Fluminense promovido pelo IPAHB, integrante dos "Amigos do Patrimônio Cultural" e da lista de discussão www.yahoogrupos.com.br/suburbiocarioca (esclarece alguns procedimentos do planejamento dos cursos de História da Baixada Fluminense e repudia a atitude dos políticos da Baixada Fluminense em relação ao seu Patrimônio Cultural e à Cultura);




Mariella, da lista www.yahoogrupos.com.br/divulgabaixadafluminenese (pelo reconhecimento da importância do IPAHB p/ a Cultura da Baixada Fluminense e por uma campanha para que a UFRRJ abrigue o instituto);




professora Valéria Guimarães, do Curso de Turismo da UFF (defende a cobrança pelos cursos do IPAHB, exige o reconhecimento da importância do referido instituto pela Secretaria de Esporte, Cultura e Lazer de S. J. de Meriti, além de ser favorável a um manifesto contra o Poder Público daquele município e da utilização dos meios de comunicação de massa para tal);
Norma (lamenta o fechamento do IPAHB e da perda do seu magnífico acervo por parte de São João de Meriti);




professor Stélio Lacerda, de Duque de Caxias (para ele, o IPAHB é "...motivo de orgulho para a Baixada Fluminense...");




professor Clovis Correia de Oliveira Filho (devido à importância do IPAHB, coloca-se à disposição para buscar um entendimento na nova administração municipal);




professor Nelson Aranha, de Nova Iguaçu (repudia qualquer atitude contra a Cultura e o Patrimônio Cultural da Baixada e enaltece os verdadeiros "heróis da resistência" da preservação cultural da região: Ruy Afrânio Peixoto, Ney Alberto, Waldick Pereira, Ondemar Dias, Frederico Fernandes Pereira, Antônio Lacerda, Marcus Monteiro, Guilherme Peres entre outros).
Acrescento os nomes de Rogério Torres, Paulo Mainhard, Stélio Lacerda, Tânia Amaro, Eugênio Sciammarellla, Gênesis Torres, Edson Ribeiro, Nielson Rosa Bezerra e outros que não me lembro no momento.




Seguem abaixo todos os depoimento colhidos ao longo das últimas semanas, que estarão à disposição dos amigos no nosso blog e no blog do professor Gênesis Pereira Torres, presidente do IPAHB, que, juntamente com o professor Guilherme Peres, também do IPAHB, agradecem pelas manifestações de solidariedade.




Com certeza, os representantes legais do IPAHB estão providenciando um destino seguro para o instituto e seu importantíssimo acervo blibliográfico, iconográfico e arqueológico, além de brevemente comunicar a todos onde estará sediado o instituto.




Não deixem de visitar os blogs abaixo:












Cordialmente,




C L A R I N D O
(Paulo Clarindo)
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Nova Iguaçu, 11/02/2009




NA CONTRAMÃO DA HISTÓRIA






Paulo Clarindo
Amigos do Patrimônio Cultural Fluminense








Prezados Amigos e apaixonados pela Baixada Fluminense.




Acabo de receber a triste notícia do nosso amigo e jornalista Alberto Marques a respeito do que as autoridades governamentais estão fazendo em alguns municípios da Baixada Fluminense – Nova Iguaçu, Duque de Caxias e São João de Meriti – em relação à tão já prejudicada e ameaçada CULTURA. Não bastasse a carência de recursos financeiros para execução de muitos projetos culturais de pequeno porte, mas igualmente tão importantes quanto os demais, eis que os nossos políticos resolvem agir na contramão da história, impedindo que a população tenha acesso pleno à cultura (biblioteca, teatro, música, museu).




No caso da biblioteca expulsa pela Mesa da Câmara Municipal de Duque de Caxias (“Sala de Leitura Dr. Moacyr do Carmo”, com quase 40 anos de bons serviços prestados aos estudantes da Baixada para, em seu lugar, instalar um novo Gabinete para o Presidente do Legislativo, além de salões de beleza e sala de ginásticas para os seus funcionários), a atitude deveria ser repensada, uma vez que há carência de bibliotecas públicas na Baixada Fluminense. E fica a dúvida: para onde vai a biblioteca despejada?




Quanto ao município de São João de Meriti, fato bastante lamentável é o despejo do Museu de Arqueologia criado pelo Instituto de Pesquisas e Análises Históricas da Baixada Fluminense (IPAHB), instituição não governamental, cujo espaço fora cedido há alguns anos pela Secretaria de Cultura local. Não é a primeira vez que aquela pasta tenta despejar o IPAHB. À época, houve um alarde muito grande que sensibilizou a opinião pública da Baixada, tendo como consequência a reversão da situação. Agora, com a nova administração municipal tudo é possível, a ameaça pode se concretizar. Por outro lado, reagiremos contra os insensatos do Poder Público Municipal, nos colocando ao lado dos nossos amigos Gênesis Torres e Guilherme Peres, do IPAHB, e no apoio incondicional à Cultura da nossa querida Baixada Fluminense.




Como diriam os Titãs nessa situação:




“Você tem sede de que?
Você tem fome de que?...
A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte...
A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida
Como a vida quer...
Diversão e arte
Para qualquer parte
Diversão, balé
Como a vida quer
Desejo, necessidade, vontade
Necessidade, desejo, eh!
Necessidade, vontade, eh!
Necessidade...”




Comida




Titãs




(Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Sérgio Britto)




Abraços,






PREFEITURA FECHA O MUSEU DE ARQUEOLOGIA DA BAIXADA
alberto marques dias 11 de fevereiro de 2009 08:54




Meus amigos,




A Cultura na Baixada está de luto!




Ela está sendo vítima de um frio e calculado assassinato, praticado por representantes do Poder Público que deveriam agir como procuradores do Povo, nunca como seus carrascos.
Depois que a Mesa da Câmara de Duque de Caxias resolveu despejar uma biblioteca que ali funcionava há 38 anos, a Secretaria de Cultura do município resolveu fazer o mesmo com um grupo que há 17 anos ministrava cursos de teatro para jovens carentes do município, de onde saiam atores, atrizes e pessoal da cenografia para trabalharem em teatros, cinema, circos e TVs.
Em Nova Iguaçu, o prefeito Lindberg Farias simplesmente se nega a pagar o que o município deve ao valente jornal “Correio da Lavoura”, com 80 anos contando a História da Baixada e que está afundando numa crise que nada tem a ver com a crise do mercado globalizado.


Nesse verdadeiro rosário de más notícias, vem de São João de Meriti a denúncia de que a Secretaria de Cultura decidiu despejar o Museu de Arqueologia que o IPAHB vinha montando ao logo de décadas, com a dedicação e o esforço de professores e pesquisadores da Baixada. Era ali que se realizavam os cursos sobre a História da Baixada, que nenhuma Faculdade pública do Estado do Rio se atreve a ministrar por falta de competência ou conveniência de seus diretores.
Ainda bem que o mandato do prefeito é de apenas 4 anos. Já imaginaram aturarmos essas administrações por 15 ou 20 anos, como sonham Evo Morales, Hugo Chaves e Lula?




Veja o registro desses crimes continuados contra a Cultura e o desabafo do Secretário do IPAHB, o professor e pesquisador Guilherme Peres, clicando no endereço








Um abraço e repasse essas informações como forma de protestar contra esse assassinato.




Alberto Marques




Jornalista






De: Paulo Christiano Mainhard
Assunto: Re: PREFEITURA FECHA O MUSEU DE ARQUEOLOGIA DA BAIXADA
Para: albertojornal@yahoo.com.br
Data: Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009, 15:31




Estimado Alberto,




Só para esclarecer que nos últimos 5 ou 6 anos o Curso de História da Baixada, magnifìcamente coordenado pelo Prof. Gênesis Torres, foi ministrado pelo IPAHB com parceria da UERJ/FEBF/PINBA, que inclusive chancelava os certificados emitidos.




Com o meu abraço,


Paulo Mainhard




Denúncia!




DESCASO E DESRESPEITO




Compondo uma coleção de 2.800 livros de história, geografia, e antropologia. Livros de viajantes que registraram os quatros primeiros séculos da História do Brasil, coleção completa de Monsenhor Pizarro, relatórios da Província do Rio de Janeiro do século XIX, revistas e jornais da Baixada do século XX, além de cerca de 2000 fotografias registrando acontecimentos sociais e políticos do século passado, administrados e catalogados com esmero desde 1997 pelo IPAHB para facilitar as pesquisas de centenas de alunos que nos procuram durante o ano, sentiu a falta de respeito com esse patrimônio, do atual “Governo’ que se inicia em São João de Meriti.
Sem procurar os responsáveis por essa instituição para saber o que é um Centro de Memória, que em sua alienação confundem por biblioteca, a Secretaria de “cultura” simplesmente mandou fechar o museu de arqueologia (o único da Baixada) através de terceiros, e fomos “convidados” a entregar a sala em que se encontram esses livros e as mesas para os pesquisadores.
Os Cursos de História da Baixada Fluminense que ministramos durante esses anos assim como as aulas de artes plásticas que formam dezenas de artistas. As mais de 400 monografias feitas por estudantes universitários e inúmeras dissertações de mestrado.. Publicação de livros, revistas folhetos etc. Tudo isso foi ignorado por uma secretaria rotulada de “cultura” que está dizendo pra que veio. È preciso desocupar as salas para novos “projetos” e acomodar uma onda de “apadrinhados” comissionados que irão se acotovelar nos corredores sem ter o que fazer.
Conclusão: o IPAHB, motivo de orgulho para qualquer Prefeitura séria de nossa região, está sendo colocado no olho da rua de surpresa sem ter um espaço para se instalar, com o risco de não poder mais oferecer conhecimento a uma juventude carente do políticas públicas em mais esse setor. É lamentável!




Guilherme Peres
(Secretário do IPAHB)




Em 13/02/09, Carla Matheus escreveu:




Bom dia!




Para ciência.


Um bj.


Carla Matheus.




Nova Iguaçu, 13/02/209


Querida Carla.




Agradeçemos pela mensagem. Já havámos tomado conhecimento do ocorrido com o IPAHB pelo nosso amigo, o jornalista Alberto Marques, de Duque de Caxias, um abnegado defensor da cultura na Baixada Fluminense, além de ter conversado rapidamente com o nosso amigo do IPAHB, o professor Guilherme Peres. É um fato lamentável praticado pelo atual Secretário de Esporte Cultura e Lazer de São João de Meriti, o sr. Alcemir Tebaldi Junior, que, segundo soube, não tem nenhum compromisso com a Cultura. Sem ter o mínimo de conhecimento do que representa o IPAHB para a Baixada Fluminense, achando talvez se tratar de uma "pequena bilioteca", ordenou que aquela importantíssima instituição de pesquisa e documentação, tida como umas das referências do gênero na região, desocupasse as salas do Complexo Cultural Kenedi Jaime de Souza Freitas, localizado à Avenida Automóvel Clube, 206, Centro de São João de Meriti. Ou seja, o Poder Público Municipal toma o rumo na contramão da História, desprezando anos de zêlo e de trabalhos de pesquisa realizados por abnegados historiadores da nossa Baixada Fluminense (Guilherme Peres, Gênesis Torres, Ney Alberto, Rogério Torres, Rui Afrânio, Marcus Monteiro, Antônio Lacerda...). História e Patrimônio Cultural não têm vez!
Este é o nosso desabafo e repúdio às ações intempestivas e despropositadas.
Abraços,
C L A R I N D O
(Paulo Clarindo)
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AMIGOS DO PATRIMÔNIO CULTURAL FLUMINENSE
amigosdopatrimonio@gmail.com
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Vilma Isabel Alves de Oliveira 12 de fevereiro de 2009 19:03
Para: PAULO Paulo Clarindo
Que absurdo!!!!
Isso merece uma ação conjunta de todos os profissionais e estudantes de História e disciplinas afins!
Abraços e as bençãos de Deus
Vilma Isabel
Maria Aparecida Souza Gomes 12 de fevereiro de 2009 23:02
Para: amigosdopatrimonio@gmail.com
Quem "despeja" a cultura, deixa desabrigados de História. É ultrajante o que fazem. História é como um campo minado, cada explosão é uma experiência do que deve ou não ser feito outra vez.
Astorga Arquitetura 13 de fevereiro de 2009 02:23
Para: amigosdopatrimonio@gmail.com
Caros Colegas.
Envio meus desejos de Muita Saúde, Paz e Felicidades à todos e desde já mais uma vez os parabenizo por toda a proteção que exercem sobre o Patrimonio do Rio de Janeiro.
Agradeço o texto de Charles Darwin ao Mestre Guilherme Peres.
Lamento o que parece não ter volta, a perda de um centro de memória, e me coloco a disposição para que encontremos um novo local e quem sabe uma nova construção pera o IPAHB, que pode vir até de um concurso de idéias.
Creio que cabe um projeto de incentivo para conseguir o apoio tanto de instituições estatais como de particulares.
Também reitero o meu interesse na Restauração na Casa do Capão do Bispo, onde funciona o IAB.
Jorge Astorga
Marcia Marques
EM APOIO AOS COMPANHEIROS QUE LUTAM PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA CULTURA.
" O HOMEM QUE DESCONHECE SEU PASSADO NÃO TEM ARGUMENTOS PARA LUTAR PELO SEU FUTURO!!!!!!"
ATT
MÁRCIA MARQUES
francinéia soares 14 de fevereiro de 2009 19:52
Destinatário da resposta: educacaopatrimonial@yahoogrupos.com.br
Parabéns pela denúncia.
Temos que informar a população e mobilizar para que esses espaços sejam ampliados e não fechados.
Pode contar comigo! Que tal fazer a denúncia para órgãos superiores? Alem das estratégias aqui já citadas?
A luta por cultura e conhecimento continua.
Maria Celina 17 de fevereiro de 2009 09:52
Para: amigosdopatrimonio@gmail.com
Caros Colegas,
Inacreditável o que vocês contam neste e.mail. é preciso divulgar isso o mais rápido possível. Recebam minha solidariedade contra este abuso de poder.
abraço,
Celina whately, presidente da Academia Resendense de Historia
Meiriluce dos Santos Perptuo 17 de fevereiro de 2009 21:48
Destinatário da resposta: educacaopatrimonial@yahoogrupos.com.br
Olá pessoal,
É um absurdo nomearem gestores que não se importam com a preservação cultural do nosso País. Conheço uma história semelhante, que desmontou uma biblioteca preciosíssima em Brasília, com livros que datavam de 1808, quando surgiu a imprensa no Brasil. A biblioteca era pública e veio transferida do Rio de Janeiro na época de inauguração da Capital. Os responsáveis? Livres, leves e soltos, enquanto o que restou de livros se degrada, sem dinheiro para as ações necessárias.
Pena que na época não tínhamos um canal de comunicação como esse. Penso que não adianta criarem leis nem órgãos fiscalizadores para proteção de nosso patrimônio se o próprio governo não cortar na carne, se não houver punição exemplar e a ação imediata do poder público.
Espero que a denúncia de vocês seja considerada e apurada com rigor, já que agora não podem alegar desconhecimento.
Meiriluce Santos
ondemarfdias 13 de fevereiro de 2009 11:25
Para: amigosdopatrimonio
Amigos.
O IAB pode oferecer guarda provisória do material de exposição em sua sede própria em Belford Roxo. Em relação ao acervo da biblioteca não dispomos de espaço nas nossas instalações congêneres para a totalidade, mas seria possível estudarmos uma solução também provisória, assim como para o restante das coisas do IPHAB. De qualquer forma não podemos deixar o IPAHB no "olho da rua". Ajudaremos no que for possível, dentro das nossas possibilidades. Contem com a nossa solidariedade.
Ondemar Dias
Diretor Presidente - IAB
Nova Iguaçu, 13/2/2009
Estimado professor Ondemar Dias.
Nos sentimos muito felizes e honrados com a sua manifestação em defesa do IPAHB, inclusive colocando-se à disposição para encontrar um lugar para acondicionar todo o seu acervo bibliográfico e de iconografia, além de colocar também à disposição do instituto meritiense um espaço junto ao IAB-Calundu para a guarda do material arqueológico da Baixada Fluminense que estava no pequeno museu no Complexo Cultural Kenedi Jaime de Souza Freitas, no Centro de São João de Meriti.
Transmitiremos sua simpática mensagem aos professores Gênesis Torres e Guilherme Peres, responsáveis diretos por aquela conceituada instituição de pesquisa que, juntamente com o Instituto de Arqueologia da Brasileira (IAB), o Instituto Histórico da Câmara Municipal de Duque de Caxias, o Centro de Pesquisas da FEUDUC e outras, representa um ícone na Baixada Fluminense.
Agradecemos pela sua solidariedade.
Cordiais saudações,
C L A R I N D O
(Paulo Clarindo)
(21) 9765-6038 / 2224-6184 / 2242-6619 / 3769-4221
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claudio estevam de azevedo reis reis 19 de fevereiro de 2009 23:32
Destinatário da resposta: historia_baixada_fluminense@yahoogrupos.com.br
--- Em qui, 19/2/09, amigosdopatrimonio@gmail.com escreveu:.............
Vinicius Maia Cardoso 20 de fevereiro de 2009 08:43
Para: Clarindo
Prezado Clarindo.
Tenho acompanhado suas notícias a respeito desse desmonte da área de apoio á pesquisa na Baixada Fluminense. vc já sabe que sou pesquisador em Macacu e para mi nha dissertação de mestrado foi difícil a questão de fontes históricas para o trabalho aqui na minha região. Ãinda não organizadas em um órgão específico, encontram-se diluídas pelos arquivos públicos ou particulares - o que sobreviveu. estou atuando na numa secretaria que agrega turismo e cultura e tenho a função de organizar o patrimõnio histórico, arquitetõnico e cultural. minha intenção é criar um acervo de fontes digitalizado, já que é muito carente a questão de espaços físicos e recursos para aquisição e conservação de acervo documental. Não temos nada ainda. Quando vejo uma estrutura já pronta sendo desmontada como relatado, me dá uma dor de saber que o trabalho que foi feito outrora, talvez movido pela mesma angústia que vivo hoje, está sendo tão desrespeitado. Imagino como os pesquisadores aí da baixada devem estar se sentindo, já que estão perdendo visivelmente seu principal ponto de apoio: as fontes. também no que tange ao acervo bibliográfico e arqueológico se dá o mesmo! Essa nova visão tão pragmática de mundo, um mundo apenas presencial, de um dia-a-dia sem alma...
A solidariedade do amigo e do profissional.
Vinicius
jandira neto 20 de fevereiro de 2009 19:06
Para: amigosdopatrimonio@gmail.com
Prezado Clarindo,
Felizmente o prof. Gênesis já encontrou um espaço bem maior para salvaguarda do acervo do IPAHB. Mas estaremos sempre disponíveis para colaborar com os amigos que compartilham nossos interesses pela preservação e pesquisa dos bens patrimoniais da Baixada, do nosso Estado e mesmo do país.
Abraços,
Ondemar
jandiranetodias 24 de fevereiro de 2009 23:18
Para: amigosdopatrimonio
Cc: ondemarfdias , divulgabaixadafluminenese , baixadafluminense , baixadacultural , baixada-rj , historia_baixada_fluminense
Caros Senhores,
Procuramos pessoalmente o Professor Genesis Torrres e nos colocamos a disposição do IPHAB para ajudar no que for possivel.
Certamente que uma medida será tomada e com certeza para melhor.
Mais uma vez obrigada a todos.
Ondemar Dias
IAB
amigosdopatrimonio@gmail.com <> 3 de março de 2009 17:29
Para: jandiranetodias
Cc: genesis@ipahb.com.br, nelsonrcsantos@ig.com.br, adriano.dias@comcausa.org.br, paulomainhard2005@yahoo.com.br, pinbauerj@yahoo.com.br, nelsonaranha@oi.com.br, normass@click21.com.br, ondemarfdias@terra.com.br, cartfbj@yahoo.com.br, mauriciolozano@oi.com.br, gperesc@click21.com.br, tellesdemeneses@gmail.com, edson_ribeiro2002@ig.com.br, mc2rita@terra.com.br, soubreves@yahoo.com.br
Prezados amigos Jandira Neto e Professor Ondemar Dias.
Mais uma vez agradecemos pelas sinceras manifestações acerca do episódio envolvendo o IPAHB. Percebe-se o tamanho da solidariedade entre as instituições culturais e científicas da Baixada Fluminense.
Abraços,
C L A R I N D O
(Paulo Clarindo)
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Marcia Marques
EM APOIO AOS COMPANHEIROS QUE LUTAM PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA CULTURA.
" O HOMEM QUE DESCONHECE SEU PASSADO NÃO TEM ARGUMENTOS PARA LUTAR PELO SEU FUTURO!!!!!!"
ATT.,
MÁRCIA MARQUES
francinéia soares
Parabéns pela denúncia.
Temos que informar a população e mobilizar para que esses espaços
sejam ampliados e não fechados.
Pode contar comigo! Que tal fazer a denúncia para órgãos superiores?
Alem das estratégias aqui já citadas?
A luta por cultura e conhecimento continua.
Maria Celina 17 de fevereiro de 2009 09:52
Para: amigosdopatrimonio@gmail.com
Caros Colegas.
Inacreditável o que vocês contam neste e.mail. é preciso divulgar isso o mais rápido possível. Recebam minha solidariedade contra este abuso de poder.
Abraço,
celina whately,
Presidente da Academia Resendense de Historia
Meiriluce dos Santos Perptuo 17 de fevereiro de 2009 21:48
Destinatário da resposta: educacaopatrimonial@yahoogrupos.com.br
Olá pessoal,
É um absurdo nomearem gestores que não se importam com a preservação cultural do nosso País. Conheço uma história semelhante, que desmontou uma biblioteca preciosíssima em Brasília, com livros que datavam de 1808, quando surgiu a imprensa no Brasil. A biblioteca era pública e veio transferida do Rio de Janeiro na época de inauguração da Capital. Os responsáveis? Livres, leves e soltos, enquanto o que restou de livros se degrada, sem dinheiro para as ações necessárias.
Pena que na época não tínhamos um canal de comunicação como esse.
Penso que não adianta criarem leis nem órgãos fiscalizadores para proteção de nosso patrimônio se o próprio governo não cortar na carne, se não houver punição exemplar e a ação imediata do poder público.
Espero que a denúncia de vocês seja considerada e apurada com rigor, já que agora não podem alegar desconhecimento.
Meiriluce Santos
André Luiz dos Santos <andre.asarj@gmail.com>
Não nos esqueçamos de Nilópolis onde o museu foi fechado há mais de dez anos e ninguém fez nada...
André Luiz Dos Santos
Administrador
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O que está acontecendo na Baixada? Re: Fwd: Re: PREFEITURA FECHA O MUSEU DE ARQUEOLOGIA DA BAIXADA
mary monteiro 18 de fevereiro de 2009 00:44
Para: amigosdopatrimonio@gmail.com
Olá amigos do patrimônio, no programa passado, 14/02, recebi uma das representantes do Fórum Meritiense de Cultura, Mary Jane, deveria comparecer também a Prof. Helenita Gomes, faltou... Mary Jane, deixou claro que o IPAHB não estava sendo despejado e sim que deverá ocupar outro espaço público, falou também que o curso História da Baixada era pago, coisa que não deveria, por ser ministrado num local do poder público...
Gostaria de convidar algum representante do IPAHB ou deste site para se pronunciar à respeito, precisamos esclarecer os fatos para os ouvintes do programa que ligam para a produção querendo saber como está sendo resolvida a situação?!
Grata,
Mary Monteiro / 3795 58575 / 3276 7010
Produtora e apresentadora
America no Coração da Baixada
Rádio Tropical Solimões AM 830
Sábados 20:00 às 21:00h
Horário alternativo 15:00 às 17:00h.
Nova Iguaçu, 18/02/2009
Querida Mary Monteiro.
Que bom que as denúncias a respeito do despejo do IPAHB chegaram até você e ao programa "AMÉRICA NO CORAÇÃO DA BAIXADA FLUMINENSE" e que estão tendo a repercussão desejada.
Contrariando as afirmações da senhora Mary Jane, representante do Fórum Meritiense de Cultura (aliás, só recentemente obtive o conhecimento da sua existência!), de que "...O IPAHB NÃO ESTAVA SENDO DESPEJADO E SIM QUE DEVERÁ OCUPAR OUTRO ESPAÇO PÚBLICO..." e que "O CURSO DE HISTÓRIA DA BAIXADA ERA PAGO, COISA QUE NÃO DEVERIA , POR SER MINISTRADO NUM LOCAL DO PODER PÚBLICO...", coloco-me à sua disposição e do excelente programa "AMÉRICA NO CORAÇÃO DA BAIXADA FLUMINENSE" para efetuar os esclarecimentos necessários a respeito dos fatos acima mencionados.
Cordialmente,
Paulo CLARINDO
AMIGOS DO PATRIMÔNIO CULTURAL FLUMINENSE
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(21) 9765-6038 / 2224-6184 / 2242-6619 / 3769-4221
Manifestações de apoio ao IPAHB - resumo e agradecimentos
Sábado, 14 de Fevereiro de 2009 0:07
De: "America No coração da baixada" americacoracaobaixada@yahoo.com.br
Para: amigosdopatrimonio@yahoo.com.br
Olá Paulo Clarindo, somente agora tive tempo de tomar conhecimento do ocorrido, te agradeço pela informação, amanhã, 14/02, estarei recebendo no programa America no Coração da Baixada, a professora de música, Helenita Gomes e Mary Jane, cantora, skatista e múltiplas funções, que estarão falando sobre a implantação do Fórum Cultural Meritiense, gostaria de te convidar a partcipar deste programa para colocarmos em discussão o que está acontecendo com o IPAHB? Estou meio fora do ar e não entendi o que está ocorrendo em São João?! Despejo do IPAHB? Implantação do Fórum Cultural Meritiense?! Você ou alguém que você conheça que esteja por dentro dos acontecimentos são meus convidados. Aguardo uma resposta pelo telefone, 3795 5857 / 3276 7010, ou simplesmente apareçam no programa. Vai ao ar amanhã, 14/02, das 15:00 às 17:00h.
Acho importante aproveitarmos a presença das fundadoras do Fórum Cultural Meritiense para esclarecermos aos cidadãos que ouvem o programa, o que está acontecendo?
Beijos, Mary Monteiro.
Nova Iguaçu, 19 de fevereiro de 2009
Querida Mary Monteiro.
Agradeço pela sua manifestação.
O endereço eletrônico amigosdopatrimonio@yahoo.com.br ao qual você respondeu é um e-mail alternativo de que faço uso quando o Gmail estabelece um limite de envio de mensagens. Portanto, peço a gentileza, caso receba alguma mensagem por esse endereço, de responder ao meu endereço principal que é amigosdopatrimonio@gmail.com (os dois são homônimos, só diferenciando o provedor (um é do Yahoo e o outro, do Gmail).
Foi pelo fato de quase não acessar o email "amigosdopatrimonio" do Yahoo, que demorei para ler a sua resposta ao assunto envolvendo o IPAHB. Peço desculpas por isso.
Conforme já mencionei numa mensagem ontem em resposta ao seu pedido, coloco-me à disposição do próximo programa para tratar do assunto envolvendo "o despejo do IPAHB" protagonizado pela Secretaria Municipal de Esporte, Cultural e Lazer de São João de Meriti ocorrido nestes últimos dias. Aguardo um contato para comparecer ao próximo programa.
Bjs.,
C L A R I N D O
(Paulo Clarindo)
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O que está acontecendo na Baixada? Re: Fwd: Re: PREFEITURA FECHA O MUSEU DE ARQUEOLOGIA DA BAIXADA
18 de fevereiro de 2009 00:44
luiz claudio biato portugal 18 de fevereiro de 2009 21:38
Para: amigosdopatrimonio@gmail.com
Prezados amigos,
É com surpresa que recebo esta notícia do fechamento do Museu e por consequência do IPHAB.
Apenas para esclarecer aqueles que ainda não conhecem bem o IPHAB, adiante, dou meu testemunho sobre o que presenciei neste último ano de 2008, no qual fui aluno do Curso de História da Baixada.
Já prevendo esta possibilidade de ingerência política no IPHAB, por este motivo, foi que a alguns anos atrás este Instituto foi transformado em uma ONG; desta forma, não vejo como possa este "poder público de ocasião" querer se intrometer no IPHAB;
Mais estranho ainda se mostra o fato de que o atual Prefeito sempre manifestou orgulho do IPHAB, entretanto, agora, surgem os escalões menores, talvez por ciúme ou interesse, levantando argumentos levianos para buscar desestabilizar IPHAB, ao que parece, com o único propósito de ocupar aquela área nobre que fica próxima a estação do metro Pavuna.
O governo passado de São João foi tewrrível em todos os sentidos, péssimo, horrível, porém, ainda assim, nunca se meteu com o IPHAB; agora, quando se esperava investimentos, etc. deste atual governo, surge esta notícia.
Quanto ao fato da cobrança pelo curso, que foram três parcelas de R$80.00, digo sinceramente que ainda que tivesse sido conrado DEZ vezes mais eu pagaia e sairia gratificado. Notem amigos que tal custo pode ser tido inclusive como simbólico, visto que todas as "manhas de sábado" encontravamos um farto lanche antes das aulas, nas quatro viagens que fizemos o transporte e o motorista conseguidos foram gratuitos, o pedágio, o café, as palestras, os ingressos.etc.tudo foi grátis e, até quando tivemos que almoçar em locais mais caros, aqueles que estavam desprevenidos, tiveram suas despesas pagas pelo Prof. GÊNESIS; sem contar o Livro de luxo que recebemos, certificado, apostilas e, por fim, o sensacional churrasco de encerramento patrocinado pelo Prof GENESIS na sua casa sem cobrar um centavo de todos que compareceram ou de seus acompanhantes. Por todo exposto, cai por terra todo o argumento de comercialização do curso, chegando mesmo as raias do ridículo.E digo mais, colocado na ponta do lápis talvez o que foi gasto com a turma tenha em muito superado o valor arrecadado pelo IPHAB.
Como já trabalhei em vários Municípios sei que neste período pós eleições sempre surgem os "gênios" e "gênias", oportunistas de ocasião, com suas fofocas e projetos mirabolantes, querendo aparecer para o novo Prefeito, buscando um lugar ao sol. Acho que é o que acontece lá.
Assim sendo, acho que deviamos criar uma rede de solidariedade e pensarmos em algum ato inteligente e eficaz para mostrarmos nossa indignação contra este verdadeiro atentado.
Gostaria que os amigos se manifestassem sobre o fato enviando suas opiniões e idéias sobre se é oportuno e recomendável que façamos, ora, alguma coisa.
Um abraço a todos,
Luiz Biato Portugal
mariellamcr 20 de fevereiro de 2009 10:05
Destinatário da resposta: divulgabaixadafluminenese@yahoogrupos.com.br
Olá a todos,
Acho que nesse momento é preciso deixar divergências políticas de lado e reconhecer a importância que o IPAHB tem para a cultura da Baixada Fluminense. Independemente de discordâncias que pessoas ou grupos políticos possam ter com um ou outro dirigente do IPAHB, é inegável que essa instituição tem sido uma das maiores responsáveis pela preservação da memória e história de nossa região. Vamos separar as coisas !
Os cursos eram cobrados sim, mas o IPAHB não é um órgão público, apenas ocupava uma sala no Complexo Cultural Kenedy de Freitas, onde funciona a Escola de Música de Meriti (que, se não me engano, também cobra taxas - irrisórias, é verdade - pelos seus cursos). As mensalidades dos cursos de história do IPAHB giram em torno dos R$ 50,00 e visam cobrir custos com apostilas, lanche e excursões, durante as quais os alunos visitam diversos sítios históricos da Baixada.
O IPAHB está sem lugar para ir. Biblioteca e o acervo arqueológico estão sendo simplesmente encaixotados. Um patrimônio que, mais do que ao IPAHB, pertenece ao povo da Baixada. Por que não fazemos uma grande campanha para que a Universidade Rural, que está terminando as obras do seu campus em Nova Iguaçu, abrigue a instituição?
Um abraço a todos,
Mariella.
valeria.rio@oi.com.br 20 de fevereiro de 2009 17:39
Para: amigosdopatrimonio@gmail.com
Estou chocada, de verdade. Um dos pouquíssimos lugares que se dedicam a valorizar a cultura do povo da Baixada, literalmente move obstáculos para divulgar e defender o patrimônio local está sendo despejado a pretexto de cobrar pelos cursos ministrados. Se isso ocorre e essa prática não é considerada aceitável pela atual gestão pública municipal, então porque ela (a PRefeitura, através de sua secretária de cultura) não cobre os custos necessários para a continuidade dos projetos?
Recentemente, o Museu Histórico Nacional fez uma exposição sobre o Corpo Humano cobrando 40,00 num espaço público; todas as universidades públicas para driblar o problema da falta de recursos cobra um valor simbólico ou não para seus cursos de extensão e pós-graduação latu sensu (o excelente curso de pòs-graducação lato sensu em História da UFF é um deles e tem o respeito da sociedade). O argumento utilizado pela secretaria de cultura é, no mínimo, questionável, para não dizer infundado.
Primeiro como aluna e depois como palestrante do curso de História da Baixada do IPAHB devo reconhecer que os serviços prestados por esse instituto vão muito além dos conhecimentos científicos sobre o lugar onde a maioria dos alunos que participa do curso vive. São também sólidas relações de afetividade e uma rara injeção de ânimo na auto-estima de seus frequentadores. Também as comunidades do entorno dos sítios visitados (em deplorável estado de conservação, por descaso do mesmo poder público), são beneficiadas, despertando para a consciência da importancia do lugar em que vivem.
Este poderia ser um belo início para a nova secretaria de cultura começar o governo, tornando a relação apartidária, reconhecendo a utilidade pública do IPAHB e aproximando-se dele, ouvindo as suas necessidades e oferecendo-lhe apoio para a continuidade dos bons serviços prestados, com mais estrutura e condições para os seus gestores e frequentadores. Ao contrário, assim como o fez o festejado D. João VI, 200 anos atrás, o IPAHB recebeu um repentino PR "ponha-se na rua", para dar lugar à instalação da nova corte, beneficiada pelos privilégios político-partidários.
Como professora de um curso de turismo que milita a causa do desenvolvimento sustentável e da geração de emprego e renda para as comunidades locais através do turismo, e como moradora da Baixada durante 28 anos, não posso ficar calada diante de um absurdo desses.
Sugiro que seja feita uma convocação de todos os alunos e professores que já passaram pelo IPAHB para assinarem um manifesto virtual contra o despejo dessa casa do povo. Também sugiro matérias no GLobo Baixada, RJ TV, RJ Record e toda a imprensa local. Calados é que não podemos ficar. Senão, corremos o risco de sermos os próximos despejados e aí ser tarde demais, como dizem os poemas de Brecht e Maiakovski.
Abraços a todos e um especial para o Gênesis e o Guilherme.
Gostaria que fizessem com que essa mensagem e a minha solidariedade chegasse até eles, pois não tenho os seus e-mails.
Valeria Guimarães
Prof. Curso de Turismo UFF
amigosdopatrimonio@gmail.com <> 26 de fevereiro de 2009 16:37
Para: valeria.rio@oi.com.br
Cc: genesis@ipahb.com.br, gperesc@click21.com.br
Querida Valéria,
Agradecemos pela sua manifestação. Repassaremos aos amigos Gênesis Torres e Guilherme Peres, do IPAHB.
Os e-mail' s deles são: genesis@ipahb.com.br e gperesc@click21.com.br (Guilherme Peres).
Bjs.,
C L A R I N D O
(Paulo Clarindo)
(21) 9765-6038 / 2224-6184 / 2242-6619 / 3769-4221
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valeria.rio@oi.com.br <> 27 de fevereiro de 2009 14:56
Para: amigosdopatrimonio@gmail.com
Obrigada, Clarindo.
Torço para que o quadro possa se reverter.
Contem comigo.
Valeria
Enc: IPAHB
GPERES 20 de fevereiro de 2009 04:53
Para: amigosdopatrimonio@gmail.com, contato@ipahb.com.br
----- Mensagem encaminhada de Norma -----
Data: Wed, 11 Feb 2009 09:02:03 -0200
Assunto: IPAHB
Para: gperesc@click21.com.br
É realmente lamentável o fechamento do IPAHB Guilherme. Uma pena. Uma população tão carente de tudo (em especial de informação e educação) quanto a de São João, perder seu único acervo acessível. É demais, de indignar!!!
Essa notícia me deixou profundamente triste. Triste mesmo. Será que a prefeitura não cederia um outro espaço? E o governo estadual, alguma escola pública, será que acolheria vocês?
Mas e você, fora isso, como está?
Bjssssss
GPERES 20 de fevereiro de 2009 04:51
Para: contato@ipahb.com.br, amigosdopatrimonio@gmail.com
--- Mensagem encaminhada de Stélio Lacerda -----
Data: Wed, 11 Feb 2009 04:35:09 -0800 (PST)
De: Stélio Lacerda
Para: GPERES
Guilherme:
Motivo de orgulho para a Baixada Fluminense, a obra cultural do IPAHB não será vencida pelo obscurantismo. Ameaças de despejo e outras desconsiderações, filhas do oportunismo e da ignorância, não vão apagar e desmerecer as contribuições à nossa historiografia.
Receba a solidariedade e o apreço deste modesto pesquisador
Abraços
Stélio Lacerda
GPERES 20 de fevereiro de 2009 04:48
Para: amigosdopatrimonio@gmail.com, contato@ipahb.com.br
----- Mensagem encaminhada de clovis correia de oliveira filho correia
-----
Data: Wed, 11 Feb 2009 15:35:16 +0000
De: clovis correia de oliveira filho correia
Para: GPERES
Caro Guilherme Peres,
Posso dar o meu testemunho pessoal, no caso específico do setor que é responsável no IPHAB - Biblioteca, da importância que representa para a cultura
local e regional. Eu me coloco à disposição para ajudar na busca de um entendimento, onde sejam contemplados as prerrogativas do novo governo eleito em formular políticas públicas e os interesses legítimos dos produtores de cultura e da comunidade.
Clóvis Correia
nelsonaranha@oi.com.br <> 3 de março de 2009 18:23
Para: amigosdopatrimonio@gmail.com
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Caros amigos.
É com imenso pesar que recebi esta notícia. Infelizmente esta não foi a primeira e nem será a útlima vez que presenciaremos este tipo de ação por parte de (des)governos. Basta olharmos nossa querida Baixada Fluminense destruida que, apesar dos esforços de seus HERÓIS (Ruy Afrânio Peixoto, Ney Alberto Gonçalves de Barros, Waldick Pereira, Ondemar Dias, Frederico Fernandes Pereira, Antônio Lacerda de Meneses, Marcus Monteiro e tantos outros), todos os dias, meses e anos vê este tipo de violência.
Na verdade, não só o (des)governo de São João de Meriti, mas de todos os municipios, incluindo minha cidade, Nova Iguaçu, quando não sofre com os inimigos nascidos na propria terra que se vestem de polticos e destroem o patrimonio a revelia do povo, sofre com os inimigos alienigenas, como é o caso dos estrangeiros paulistas do PT, ou pt, que vieram para Nova Iguaçu. Esperem, e em breve, a Casa de Cultura (ou como eles querem chamar Sylvio Monteiro) está fechada, esperem e todos verão todo o acervo do IHGNI do ney Alberto que esta (ou estava) lá dentro desaparecerá ou será jogado no lixo, tal qual a Fazenda São Bernardino, a Vila de Iguaçu etc etc etc, einlfeizmente etc etc etc. Porque essa "gente" não tem compromisso com ninguem nem com nada. A isso que fizeram com o IPAHB chamo de ignorancia, violencia, estupidez, crime e traição.
Como os da casa dão mal exemplo, os de fora tambem querem fazer maldade com o povo, que infelizmente nem sabe do que esta acontecendo, sempre alheio à sua propria História, porque não deixam o povo se apropriar do que é seu.
Eu sugiro um grande abaixo assinado e um protesto em frente a casa ou a prefeitura destes criminosos. Por outro lado, já que eles são o que são, é melhor tirar todo o acervo de perto deles mesmo senão vão jogar no lixo ou vender como sucata "estas coisas velhas" que estes imbecis sequer sabem o que é.
De qualquer forma, acho que deveriamos fazer um grande abaixo assinado e levar à imprensa, com a assinatura de todos os nosso herois vivos e mais os estudantes de historia da Rural, da UNIG, da Uniabeu, da Estácio etc etc.
Forte abraço a todos e contem comigo para o que for necessario.
Nelson Aranha, mestrando de Historia da UFRRJ e ex-diretor executivo da Casa de Cultura de Nova Iguaçu (nada de Sylvio Monteiro) e ex-diretor de patrimonio historico da secretaria de Cultura de Nova Iguaçu.
luiz claudio biato portugal 4 de março de 2009 14:25
Para: amigosdopatrimonio@gmail.com
Parabenizando, inicialmente, o Dr. Nelson Aranha pelo texto escrito, como qual concordo em todos os sentidos, entendo que em carater de urgência devemos nos mobilizar para fazer alguma coisa pelo IPHAB. Sendo incrível que o abominável ato de despejo tenha tido origem em uma Secretaria dita de "CULTURA";
Luiz Cláudio B. Portugal
nelsonaranha@oi.com.br <> 5 de março de 2009 01:17
Para: amigosdopatrimonio@gmail.com
Queridos amigos do patrimônio da Baixada Fluminense.
Há um problema conceitual (sem falar no ético e moral), das pessoas que ocupam cargos públicos. Em geral (há exceções, precisamos acreditar!) estas pessoas, mesmo as que têm formação, não sabem o que é cultura. Pensam que cultura são apenas as manifestações artisticas (música, dança, teatro etc e, infelizmente, outras atrocidades que têm sido consideradas como arte). Eles pensam isso: cultura é arte, as manifestações artísticas. E não é só isso.
Cultura é a intermediação entre o real e o homem, ou ainda o conhecimento da realidade, que pode ser objetiva ou subjetiva. Portanto, cultura são as artes, sim, e também a forma de falar, de vestir, de comer, o patrimônio material e o imaterial também: os costumes de um povo, por exemplo. O problema é que quem entra para ocupar estes cargos não está preparado, como foi dito, vão somente se acotovelar nos corredores para receber seus salários. Esta é a verdade nua e crua.
Enquanto não tivermos homens e mulheres capazes e bem (in)formados ocupando estes cargos, estas violências vão contiunar acontecendo. Infelizmente o povo acaba sendo induzido a votar pelos rostinhos bonitos que vê na TV (se é que me entendem), o conteúdo não importa. Talvez em uns 30 ou 40 anos não haja mais nada do nosso patrimônio concreto para ser conhecido. O patrimônio imaterial este é subjetivo e muda o tempo todo, mas quem é que vai nos devolver a Vila de Iguaçu? Ou a São Bernardino? E tudo o mais que já não existe e que só conhecemos por fotos ou por relatos, que o IPAHB tem e que o IHGNI tem? As fachadas dos sobrados da Baixada, dos anos 20, 30 e 40 estão sumindo atrás de placas ou sendo destruídas, é um fato. Quando não existirem mais, que pelo menos nos restem as fotos e os livros que alguns HERÓIS lutam para guardar, como nossos queridos amigos do IPAHB, que de forma alguma merecem ser tratados dessa forma. Foi uma ofensa não só a eles, foi a todos nós, aos historiadores, ao povo.
Um grande abraço a todos e esperemos dias melhores.
Nelson Aranha
amigosdopatrimonio@gmail.com <> 5 de março de 2009 17:03
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Prezado Nelson.
Mantenho amizade e parceria já há alguns anos com diversos professores e pesquisadores da Baixada Fluminense, entre eles, Guilherme Peres, Gênesis Torres, Antônio Lacerda, Rogério Torres, Ney Alberto, Edson Ribeiro, Juber Decco, Ondemar Dias, Eugênio Scimmarella, Marcus Monteiro, Tânia Amaro e mais alguns. Ao longo desses anos muito aprendi com eles e continuo a aprender. Isto é um privilégio de poucos (uma pena!). Nos entristecemos com o descaso com o nosso patrimônio cultural. Porém, devemos continuar na luta pela sua preservação e salvaguarda, além de procurar orientar os jovens, as crianças e os
estudantes para que eles criem uma consciência crítica dos problemas que ainda persistem na Baixada Fluminense e também participem desse processo. Rogo por uma união firme entre as instituições culturais, ambientais, sociais e educacionais e pesquisadores, historiadores, artístas plásticos, produtores culturais da Baixada Fluminense.
Abraços,
C L A R I N D O
(Paulo Clarindo)
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luiz claudio biato portugal 5 de março de 2009 22:05
Para: amigosdopatrimonio@gmail.com
Parabéns Nelson pelo texto. Pessoas como você é que nos trazem esperança e motivação para continuar acreditando e lutando pela História e pela Cultura.
Conte comigo para qualquer evento.
Um braço Luiz Cláudio B. Portugal (99998219)
nelsonaranha@oi.com.br <> 6 de março de 2009 03:29
Para: amigosdopatrimonio@gmail.com
Olá, Clarindo.
Assino embaixo do que você disse. É uma obra que não pode parar nunca. Estou, como sempre, à disposição para qualquer batalha em prol de nossa Baixada.
O que precisar, pode contar comigo. Sou amigo de metade destes, os outros só conheço de nome, infelizmente. Faltou um grande na sua lista, o Frederico Fernandes Pereira, você deve conecê-lo. Caso não, pergunte ao Lacerda. Ele é um guerreiro do saber. Continua criando mesmo aos 80 anos.
Agora, não basta apenas ensinar aos jovens e crianças sobre nossa história, temos que ensinar também a exigir das "autoridades" ações de preservação, porque são esses sujeitos que têm a caneta na mão.
De qualquer forma, vamos tentar salvar o que resta ainda. Conte comigo.
Abraço.
Nelson
GPERES 11 de março de 2009 05:14
Para: amigosdopatrimonio@gmail.com
Mensagem encaminhada de Rogério Torres -----
Data: Tue, 10 Mar 2009 09:46:37 -0300
Assunto: IPHAB
Para: Guilherme Peres
Meu caro Guilherme:
Tentei enviar o texto abaixo para o Gênesis, mas não consegui. Por favor, seja meu intermediário. Obrigado.
Meu querido Gênesis:
È duro a gente saber que, uma instituição com tantos serviços prestados à Educação e à Cultura, seja tratada dessa forma estúpida. Pode ser duro saber, mas é fácil entender. Afinal, o nosso "querido" prefeito não deve ter tido a oportunidade de frequentar instituições como o IPHAB. Sua tarefa (do prefeito) diuturna de cabalor votos deve ter impedido que (coitado) estudasse um pouco mais, aprendesse mais, lesse um pouco mais. Coitado, é fruto daquilo que sempre combatemos: o obscurantismo, a ignorância, a miséria intelectual. Mas, querido amigo, não é porque um cavalo nos dá um coice que vamos cortar-lhe a pata. Numa próxima oportunidade vamos oferecer ao prefeito e ao seu secretariado um curso gratuito (0800) de História de São João de Meriti, coisa que ele deve ignorar profundamente.
Um abraço
Rogério Torres

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009


NA CONTRAMÃO DA HISTÓRIA



Paulo Clarindo
Amigos do Patrimônio Cultural Fluminense

Nova Iguaçu, 11/02/2009









Prezados Amigos e apaixonados pela Baixada Fluminense.






Acabo de receber a triste notícia do nosso amigo e jornalista Alberto Marques a respeito do que as autoridades governamentais estão fazendo em alguns municípios da Baixada Fluminense – Nova Iguaçu, Duque de Caxias e São João de Meriti – em relação à tão já prejudicada e ameaçada CULTURA. Não bastasse a carência de recursos financeiros para execução de muitos projetos culturais de pequeno porte, mas igualmente tão importantes quanto os demais, eis que os nossos políticos resolvem agir na contramão da história, impedindo que a população tenha acesso pleno à cultura (biblioteca, teatro, música, museu).



No caso da biblioteca expulsa pela Mesa da Câmara Municipal de Duque de Caxias (“Sala de Leitura Dr. Moacyr do Carmo”, com quase 40 anos de bons serviços prestados aos estudantes da Baixada para, em seu lugar, instalar um novo Gabinete para o Presidente do Legislativo, além de salões de beleza e sala de ginásticas para os seus funcionários), a atitude deveria ser repensada, uma vez que há carência de bibliotecas públicas na Baixada Fluminense. E fica a dúvida: para onde vai a biblioteca despejada?




Quanto ao município de São João de Meriti, fato bastante lamentável é o despejo do Museu de Arqueologia criado pelo Instituto de Pesquisas e Análises Históricas da Baixada Fluminense (IPAHB), instituição não governamental, cujo espaço fora cedido há alguns anos pela Secretaria de Cultura local. Não é a primeira vez que aquela pasta tenta despejar o IPAHB. À época, houve um alarde muito grande que sensibilizou a opinião pública da Baixada, tendo como consequência a reversão da situação. Agora, com a nova administração municipal tudo é possível, a ameaça pode se concretizar. Por outro lado, reagiremos contra os insensatos do Poder Público Municipal, nos colocando ao lado dos nossos amigos Gênesis Torres e Guilherme Peres, do IPAHB, e no apoio incondicional à Cultura da nossa querida Baixada Fluminense.




Como diriam os Titãs nessa situação:






“Você tem sede de que?
Você tem fome de que?...
A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte...
A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida
Como a vida quer...
Diversão e arte
Para qualquer parte
Diversão, balé
Como a vida quer
Desejo, necessidade, vontade
Necessidade, desejo, eh!
Necessidade, vontade, eh!
Necessidade...”
Comida
Titãs




(Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Sérgio Britto)
Abraços,






PREFEITURA FECHA O MUSEU DE ARQUEOLOGIA DA BAIXADA





alberto marques dias 11 de fevereiro de 2009 08:54




Meus amigos,




A Cultura na Baixada está de luto!




Ela está sendo vítima de um frio e calculado assassinato, praticado por representantes do Poder Público que deveriam agir como procuradores do Povo, nunca como seus carrascos. Depois que a Mesa da Câmara de Duque de Caxias resolveu despejar uma biblioteca que ali funcionava há 38 anos, a Secretaria de Cultura do município resolveu fazer o mesmo com um grupo que há 17 anos ministrava cursos de teatro para jovens carentes do município, de onde saiam atores, atrizes e pessoal da cenografia para trabalharem em teatros, cinema, circos e TVs.




Em Nova Iguaçu, o prefeito Lindberg Farias simplesmente se nega a pagar o que o município deve ao valente jornal “Correio da Lavoura”, com 80 anos contando a História da Baixada e que está afundando numa crise que nada tem a ver com a crise do mercado globalizado.




Nesse verdadeiro rosário de más notícias, vem de São João de Meriti a denúncia de que a Secretaria de Cultura decidiu despejar o Museu de Arqueologia que o IPAHB vinha montando ao logo de décadas, com a dedicação e o esforço de professores e pesquisadores da Baixada. Era ali que se realizavam os cursos sobre a História da Baixada, que nenhuma Faculdade pública do Estado do Rio se atreve a ministrar por falta de competência ou conveniência de seus diretores.
Ainda bem que o mandato do prefeito é de apenas 4 anos. Já imaginaram aturarmos essas administrações por 15 ou 20 anos, como sonham Evo Morales, Hugo Chaves e Lula?




Veja o registro desses crimes continuados contra a Cultura e o desabafo do Secretário do IPAHB, o professor e pesquisador Guilherme Peres, clicando no endereço
www.albertomarques.blogspot.com/




Um abraço e repasse essas informações como forma de protestar contra esse assassinato.




Alberto Marques
Jornalista






De: Paulo Christiano Mainhard
Assunto: Re: PREFEITURA FECHA O MUSEU DE ARQUEOLOGIA DA BAIXADA
Para: albertojornal@yahoo.com.br
Data: Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009, 15:31




Estimado Alberto,




Só para esclarecer que nos últimos 5 ou 6 anos o Curso de História da Baixada, magnifìcamente coordenado pelo Prof. Gênesis Torres, foi ministrado pelo IPAHB com parceria da UERJ/FEBF/PINBA, que inclusive chancelava os certificados emitidos.




Com o meu abraço,




Paulo Mainhard

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

IGREJA DE SÃO JOAQUIM DA GRAMA


Igreja tombada pelo Patrimônio Estadual do Rio de Janeiro (Inepac) está completamente arruinada

Igor Mello


Ao cair da noite, ninguém se arrisca a caminhar pelas redondezas da Fazenda de São Joaquim da Grama, no município de Rio Claro, interior fluminense. Diz a crença local que, com o pôr-do-sol, o espírito do comendador Joaquim de Souza Breves (1758-1845), antigo dono do lugar, aparece cavalgando um cavalo branco. E ele tem motivos para assombrar os viventes.

A igreja da fazenda, tombada pelo Patrimônio Estadual do Rio de Janeiro (Inepac), está completamente arruinada. A denúncia é feita por Heloísa Gesteira, pesquisadora do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast). “Eu ia muito para lá quando criança. Costumava subir na torre da igrejinha para me divertir. Hoje, quem fizer isso corre risco de vida, pois a estrutura pode desabar a qualquer momento”, lamenta.

Localizada no alto de um dos morros em torno da Fazenda da Grama, a igreja de estilo neoclássico, erguida em 1829, pegou fogo em 1994 pela ação de vândalos. Desde então está entregue às baratas, ou melhor, às vacas e aos bois, os únicos a circular sem preocupação em meio às ruínas. O teto está prestes a cair sobre os altares podres e comidos pelos cupins. Os sinos, os adornos, as imagens de santos e até a bengala de ouro de São Joaquim foram roubados.

Souza Breves, um dos maiores proprietários de terras do século XIX, construiu a igreja para que ali fossem depositados seus restos mortais. Mas os anos de abandono propiciaram até a profanação dos túmulos da família. Seja por zelo com o patrimônio público, seja para garantir a tranqüilidade de vivos e mortos, já passa da hora de os responsáveis olharem por São Joaquim da Grama.

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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Amigos do Patrimônio Cultural

Casa de Fazenda do Capão do Bispo, séc. XVIII. Foto: CLARINDO-jan, 2007

www.amigosdopatrimonio.blogspot.com


C O N V I T E




CONVIDAMOS V. Sa. para o 2º ENCONTRO E CONFRATERNIZAÇÃO DOS AMIGOS DO PATRIMÔNIO CULTURAL, a realizar-se no dia 20 de DEZEMBRO de 2008, sábado, a partir das 10h,

Informamos que a realização do evento contará com um almoço com churrasco. Para tanto, cada convidado poderá levar, como contribuição (não é obrigatório!), até 1 kg de ingrediente (carne, asa de frango, lingüiça toscana ou de frango, coxinha de frango - “drumet” -, et., e/ou 2 litros de refrigerante ou água mineral ou suco ou mate ou similar). A escolha é opcional, porém, aconselhamos informar previamente o que cada convidado levará para o almoço.

O local de realização do evento será a Casa de Fazenda do Capão do Bispo (século XVIII), à avenida Dom Hélder Câmara (antiga avenida Suburbana), 4.616, bairro de Del Castilho, (fica localizada entre o Norte-Shopping e o Shopping Nova América, ao lado da Brilhauto, concessionária da FIAT, pista de sentido Cascadura, logo após o viaduto de Del Castilho e a Catedral Mundial da Fé, de propriedade da Igreja Universal). Aguardamos pelas manifestações e sugestões, além da confirmação das presenças.

O 2º Encontro e Confraternização dos Amigos do Patrimônio Cultural propõe a reunião e encontro de lazer entre os amigos e pesquisadores nas áreas de História, Arqueologia, Arquitetura e Patrimônio Cultural, visando discutir assuntos pertinentes, apresentar pesquisas de cada um, além de promover o relacionamento entre os convidados.

Informamos que, com o forte calor presente, devido à proximidade do verão, os convidados poderão comparecer, se quiserem, com o seguinte traje:


Homens – bermuda e camiseta;

Mulheres – bermuda e blusa leve.


Cordialmente,


Paulo Clarindo
Amigos do Patrimônio Cultural

amigosdopatrimonio@gmail.com
www.amigosdopatrimonio.blogspot.com/
2242-6619 / 2224-6184 / 3769-4221 / 9765-6038


segunda-feira, 10 de novembro de 2008





ANTIGOS CINEMAS NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO






1 – CINE GUARACI

Em Rocha Miranda – rua dos Topázios, 56. Data de 1950.

Possui escadas em mármore carrara com corrimão de bronze, um salão de espera decorado com espelhos em alto relevo, uma sala de projeção com 1.300 lugares, divididos entre mezanino e térreo e decorada com colunas gregas, entre outras sofisticações.

Consta a informação de que teria sido projetado por Alcides da Rocha Miranda. No momento, encontra-se abandonado. Soubemos há mais ou menos uns dois anos do interesse do Banco do Brasil em adquirir o imóvel e instalar no local um centro cultural nos mesmos moldes do CCBB da rua Primeiro de Março. Infelizmente, nada foi adiante e tudo permaneceu mas mesma. Acreditamos que influências políticas e possíveis pendências judiciais tenham desmotivado o suposto interesse daquela instituição financeira. Por outro lado, sabemos que a região do Irajá e adjacências está sob a influência política da vereadora Rosa Fernandes.

Além de solicitar o tombamento municipal, gostaríamos que o antigo Cine Guaraci fosse desapropriado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, restaurado e revitalizado com a sua transformação no tão almejado centro cultural. A população de Rocha Miranda e adjacências bem que merece!

"O belíssimo Cine Guaracy, de Rocha Miranda, com escadaria em mármore Carrara e tela emoldurada por cortinas de veludo vermelho, está fechado há cerca de 20 anos e teve seu tombamento "destombado" através de projeto de Lei do Deputado Pedro Fernandes...(Luiz, Rio. lz.claudio@terra.com.br).



2 – CINE IMPERATOR


No Méier – rua Dias da Cruz. Foi vendido em 1990 e no ano seguinte transformado em casa de shows. O prédio está fechado e abandonado, o interior sofreu descaracterizações, e no atual momento só existem promessas políticas visando recupera-lo.



3 – CINE SANTA ALICE


No Engenho Novo. Foi um dos mais tradicionais da Zona Norte até 1982. Foi vendido para a Igreja Pentecostal Nova Vida. É patrimônio cultural tombado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.


4 – CINE RIAN (*)



Na Abolição. Avenida Suburbana. É atualmente a casa de shows Sambola.


5 – CINE PALÁCIO CAMPO GRANDE


Em Campo Grande. Rua Augusto Vasconcelos, 139. Contava com 1749 lugares. Em 1990 foi transformado num templo da Igreja Universal do Reino de Deus.



O patrimônio como imagem e reflexo da cidade
(Cine Palácio Campo Grande)



William de Souza Vieira


O presente trabalho é fruto da pesquisa realizada atualmente no curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Memória Social da UNIRIO sobre a memória e o processo de tombamento do Cine Palácio Campo Grande, localizado na Zona Oeste do município do Rio de Janeiro. Apresentamos uma reflexão sobre o patrimônio cultural, neste caso o tombamento do Cine Palácio Campo Grande, um cinema de rua construído na década de 1960, patrimonializado por um decreto municipal, mostrando a interferência do poder público e o desejo da coletividade. Atualmente no prédio funciona uma Igreja Universal do Reino de Deus. Para Jeudy (2005), o patrimônio reflexivo carrega uma representação da sociedade em que está inserido, ou seja, os monumentos são reflexos inteligíveis da história, da cultura de uma sociedade. O significado da patrimonialização será tratado a partir das contribuições desse autor, seja para problematizamos questões acerca do reflexo da imagem que este patrimônio pode espelhar sobre a cidade, seja para discutir as interferências dos centros urbanos em questões patrimoniais. Utilizaremos contribuições de Ribeiro (2005), no que diz respeito à relação entre a modernidade, cidade e cinema e de Caiafa (2007) em relação às diversas formas de ocupação e esvaziamento das cidades.

Fonte:

www.encontro2008.rj.anpuh.org/simposio/view?ID_SIMPOSIO=45








6 – CINE BARONESA


Em Jacarepaguá. Foi transformado num templo da Igreja Universal do Reino de Deus.


7 – CINE CACHAMBI


No Cachambi. Rua Cachambi.


8 – CINE BANDEIRA


Na Praça da Bandeira. Foi transformado emestaciomamento.


9 – CINE SÃO LUIZ


No Catete. Foi derrubado quando da construção do Metrô Carioca.


10 – CINE RIAN


Em Copacabana, avenida Atlântica. Cedeu lugar a um hotel.

"O cinema da Avenida Atlântica chamava-se na verdade "Rian" (e não Ridan).


11 – CINE MADUREIRA


Em Madureira.


12 – CINE BEIJA-FLOR



Em Madureira.


Cabe mencionar que o extinto Cine Beija Flor (em frente à estação ferroviária de Madureira, próximo à rua Domingos Lopes) antes de fechar as portas e tornar-se igreja evangélica, mudou de nome e foi rebatizado de "Madureira 3" numa tentativa de resgatar seu público, afugentado pelos filmes pornôs exibidos pelo então cine Beija-Flôr. Cheguei a assistir o duvidoso "A Hora do Pesadelo 5" naquele cinema, fechado no início dos anos 90" (Luiz, Rio. lz.claudio@terra.com.br);
Observação: segundo uma informação da Riofilmes, de setembro de 1998, 37 salas de exibição (cinemas) fecharam as portas na Cidade do Rio de Janeiro, sendo que 10 transformaram-se em templos religiosos.

13. CINE IPIRANGA


Na Praça Seca (hoje, um supermercado). Tinha uma varanda para fumantes;


14. CINE MEIO-METRO


Posteriormente, foi chamado de Cine Marajó. Ficava na Freguesia. Foi derrubado.


15. CINE CISNE

Localizava-se na Freguesia. Derrubado na época da construção do trevo da Linha Amarela. Segundo o pesquisador Hugo Forain, do outro lado da rua, no final do século XIX, havia um cemitério, e na construção do dito trevo foram encontrados esqueletos. Chamaram a polícia, e um historiador falou do antigo cemitério. Havia lá um necrotério onde hoje está a pizzaria “Papiso”. Contribuição do pesquisador Hugo Forain, de Jacarepaguá.



16. L U X


Marechal Hermes.


"Favor incluir o Cinema Lux - o Bolinha como era carinhosamente intitulado - localizado na Praça Montese em Marechal Hermes. Atualmente funciona como um desses inúmeros "templos" que existem por toda a cidade. O nome Bolinha, deve-se ao fato de o telhado do cinema ser em forma de abóboda" (Teresa).



17. REGÊNCIA


Cascadura.


18. MASCOTE


???????????????????


19. PARATODOS


Méier.


20. CINE FLUMINENSE


Um dos maiores salões do Rio de Janeiro. Ficava no Campo de São Cristóvão. Hoje, o prédio reformado deve pertencer ao Grupo Sílvio Santos, segundo informações do professor Hélio Brasil.



21. SANTA CECÍLIA


Ficava em frente à estação de Brás de Pina. Hoje, há no local um templo religioso.


22. PALÁCIO HIEGIENÓPOLIS


No subúrbio da Leopoldina.


23. PARAÍSO


Praça das Nações, em Bonsucesso.


24. CINE RAMOS


Ramos.


25. MAUÁ


Ramos.


26. ROSÁRIO


Ramos.


27. OLARIA


Ramos.


28. SÃO PEDRO


Penha.


29. POLYTHEAMA

Funcionava no Largo do Catete e era de propriedade de Augusto Pugnaloni, avô da pesquisadora Naida.



30. EXCELSIOR


Ficava na rua 2 de Dezembro. Também pertencia a Augusto Pugnaloni.


31. TAMOYO


No Subúrbio Carioca, segundo a Naida (mas em que bairro?).


32. VISTA ALEGRE

"Acrescentar também o que existia em Vista Alegre - suburbio da leopoldina. Ficava ao lado antigo restaurante 401 e se chamava "Cine Vista Alegre" - existiu na década de 70" (Cila, de Vista alegre, Rio);



33. Cine Vitória


O Cine Vitória (que numa votação informal promovida pelo JB nos anos 70/80 chegou a ser listado como um dos mais belos da Cidade) continua de pé, próximo à esquina da Senador Dantas com Alcindo Guanabara, mas atualmente abriga um estacionamento" (Luiz, Rio. lz.claudio@terra.com.br).



34. SÃO GERALDO


Olaria.


35. LEOPOLDINA


Olaria.


Colaboraram com preciosas informações os pesquisadores e amigos: Hugo Forain, Alberto Durao Coelho, professor Hélio Brasil, Tereza, Naida, Cila, Luiz, Sansão e Alair.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

P A L E S T R A
“A formação territorial do Rio de Janeiro”

Fania Fridman

Professora do IPPUR/UFRJ





Na palestra serão apresentados alguns resultados de uma pesquisa dedicada ao estudo da história urbana e territorial do Rio de Janeiro e desenvolvida no Grupo de Estudos do Território e de História Urbana (Gesthu), vinculado ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro.


A primeira parte será consagrada à abertura de caminhos, à doação de sesmarias e à instalação de aldeamentos, postos de fiscalização, bases de defesa, freguesias, quilombos, vilas, cidades, núcleos coloniais e comarcas. O momento seguinte será dedicado ao processo de acumulação e de gestão dos patrimônios dada a suposição relacionada ao papel indutor na ocupação esempenhado pelos proprietários fundiários e funcionários do urbanismo - as ordens religiosas, os membros da Câmara, os engenheiros militares, os nobres e os cavaleiros d' El Rei no período colonial - até o aparecimento de novos agentes no século XIX, que assumiram a modelagem não só da ordem urbana mas do território - o capital imobiliário, os novos proprietários fundiários, a burocracia ministerial, os deputados da Assembléia Provincial e as Sociedades Promotoras de Colonização. Está prevista a exposição de mapas, croquis e iconografia de época.


Dia 16 de Outubro de 2008 - quinta-feira - 16h

Local: Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro - BPERJ (www.bperj.rj.gov.br)


Avenida Presidente Vargas, 1261, Centro, ao lado do Campo de Santana


E N T R A D A F R A N C A